Valorização do Eng Agrônomo e Sistema CONFEA/CREA

A valorização da profissão do engenheiro agrônomo ainda é um assunto para ser discutido em âmbito de sociedade. Segundo o engenheiro agrônomo e conselheiro do CREA/PR, Heitor Fiuza, a população não consegue enxergar a importância desse profissional que produz alimentos seguros, com quantidade e qualidade, e também maneja e preserva o meio ambiente. “O Paraná possui sua base do PIB no Agronegócio, porém as pessoas desconhecem que temos papel fundamental nisso”, afirma.

A valorização da profissão também reflete dentro do próprio setor. Muitos dos profissionais que atuam em outros âmbitos da engenharia agronômica acabam se afastando de suas associações de classe, o que enfraquece os debates e propostas da classe agronômica. “A amplitude de nossa formação nos coloca capaz de atuar em diversos setores. Isto nos proporciona uma grande leitura para discutir propostas para o desenvolvimento dos nossos munícipios e estado”, conta Fiuza.

A discussão dessa valorização ainda é pequena com os futuros profissionais, dentro dos cursos superiores.

Para Fiuza isso acontece por conta de poucos professores fazerem parte do Conselho de Classe. “Os acadêmicos têm esse contato com o sistema CONFEA/CREA apenas quando estão prestes a se formar, então surge um equívoco por parte dos egressos de qual a função do sistema e da entidade de classe”, afirma.
A fiscalização exercida pelo CREA busca valorizar os bons profissionais, já que há o combate do exercício leigo da profissão, dos desvios de conduta ética de outros tipos de infração praticadas. “O CREA precisa ser entendido como órgão de defesa da sociedade e do bom exercício profissional. O sistema CONFEA/CREA também valoriza os profissionais por meio do apoio financeiro que vem dando às entidades de classe que desenvolvem projetos de atualização profissional, como os da AEACG”, conta Fiuza.

A fiscalização do exercício profissional deve ser enxergada, tanto pela sociedade como pelos próprios profissionais, como uma ferramenta de extrema importância. Fiuza comenta que a fiscalização garante que obras possuam profissionais habilitados e responsáveis pelas ações registradas através de sua ART. “Outro fator importante é que, através da fiscalização, é detectado o exercício ilegal da profissão, onde pode ser detectados leigos executando o trabalho de um profissional, colocando em risco a população”, conclui.

Heitor R. Fiuza Junior
CREA/PR 87.042-D