Importância do meio acadêmico para entidades

Formação Profissional

A formação profissional tem início ainda nos tempos acadêmicos. Porém se engana quem acha que após finalizar o ensino superior o meio acadêmico deixa de ser importante na vida do profissional. O engenheiro agrônomo Jose Raulindo Gardingo é conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA/PR) pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Segundo ele “o envolvimento do meio acadêmico permite que os cursos da área se adequem às exigências do mercado de trabalho”. Raulindo também exalta a importância da participação dos estudantes no cotidiano de profissionais que possuem experiência no mercado.

O contato dos estudantes com os profissionais que já atuam na área garantem que os futuros profissionais saibam sobre todos os percalços da profissão: dificuldades encontradas na carreira, fatores que irão auxiliar no sucesso profissional, a presença da competição dentro do mercado de trabalho, conduta profissional, importância do CREA na atividade profissional, importância da fiscalização desse órgão para a proteção dos profissionais, os nichos existentes, o perfil do profissional que o mercado está exigindo atualmente, além de tantos outros temas. Para Raulindo, “a integração do acadêmico com os profissionais o conscientiza sobre a profissão e o sistema que defenderá a mesma”.

Ações que auxiliam na relação do meio acadêmico com as entidades
Criado em 2005, o programa CREAjr-PR busca a aproximação dos estudantes das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências do Sistema Profissional. Através da viabilização do conhecimento sobre o órgão regulador da futura profissão (CREA/PR), há o incentivo à prática do exercício profissional ético e responsável pelos futuros profissionais.

“O CREA permite ao acadêmico conhecer sua profissão. No caso do CREA-PR, diferente de outros estados, a transição acontece de uma maneira menos abrupta”, afirma Jose Raulindo. Existe uma importância na retro alimentação com a vivência dos engenheiros e agrônomos com os acadêmicos da área. Ainda para Raulindo, “a experiência permite uma maior orientação para as devidas ofertas de conteúdos que de aproximem da necessidade presente na profissão”.
O CREAjr-PR possui alguns membros dirigentes. Estes precisam participar ativamente da Comissão Acadêmica Regional (CAR), através de reuniões compostas por todos os membros dirigentes eleitos da regional. As pautas destas reuniões vão desde treinamento para elaboração de um Plano de Ação com todas as atividades propostas, passando pela harmonização da realização do mesmo junto ao coordenador/professor do curso, que resultará na ministração de palestras em sala de aula, com conteúdos do Sistema Profissional. A Regional Ponta Grossa (RPGO) engloba as cidades de Jaguariaíva, Ponta Grossa e Telêmaco Borba. São 28 membros dirigentes, entre titulares e suplentes.

Meio acadêmico e a atualidade

O avanço tecnológico da atualidade tem se mostrado um importante aspecto para ser levado em consideração pelas universidades do século XXI. Buscando a preparação adequada dos jovens engenheiros e agrônomos para atuar no mundo globalizado, o meio acadêmico passa a visar a habilidade para conceber e operar sistemas mais complexos.

A evolução tecnológica está mudando o perfil de como se é ensinado dentro da sala de aula, exigindo reformulações das metodologias de ensino. Porém nem sempre é possível efetivar esses avanços. “Normalmente só se faz alterações após a formação da primeira turma de um currículo. Outro aspecto levado em consideração é a disponibilidade de recurso para investimento. Nosso estado tem cortado recursos e gastos, diminuindo assim a aquisição de equipamentos e novos programas e projetos”, afirma Raulindo.

José Raulindo Gardingo
CREA/MG 39.697-D