Startup no Agronegócio

Afinal, o que são as Startups no Agronegócio?

Também chamadas de AgTechs ou AgroTechs, as Startups são empresas que buscam levar inovação para o campo, facilitando o trabalho do produtor rural e trazendo melhorias na cadeia do agronegócio. São empresas jovens, inovadoras, formadas por integrantes com diferentes formações e habilidades, buscando um modelo de negócio repetível e escalável.

Inovação

A startup pode ser criada através de Hackathons (maratona de hackers), desafios entre equipes formadas por pessoas com diferentes formações, que desenvolvem soluções para problemas levantados em eventos normalmente relacionados à tecnologia e inovação. Também é possível ser criada apenas pela junção de pessoas com objetivo em comum e ideia inovadora.

Criação

Após a criação da equipe, é desenvolvido um planejamento baseado em análise de mercado, produtos, concorrentes e do modelo de negócios, desenvolvendo o que chamamos de MVP (sigla em inglês para mínimo produto viável), o qual pode ser testado em clientes “piloto” ou lançado direto no mercado, entrando em competição com concorrentes. Após essa fase, normalmente a startup busca investidores e parcerias para desenvolver e escalar o seu negócio.

Visão do Profissional

Para o engenheiro agrônomo e diretor social e de marketing da AEACG, Juliano Valenga, não há uma fórmula mágica para o sucesso de uma startup. “O que existe é uma boa análise e visão de mercado, formação da equipe, busca por diferencial de produtos e/ou serviços e aliança estratégica de parceiros”, afirma.

O que precisa ser melhorado

Alguns erros são comuns no “mundo das startups” e aumentam a medida que também cresce o número de pessoas querendo participar desse mundo. Valenga cita alguns exemplos de aplicação incorreta de má formação de startups: “Má formação da equipe inicial, o que causa desmotivação de alguns participantes chaves ou problemas futuros, falta de análise de mercado e principalmente concorrentes, onde é desenvolvido produtos ou serviços que já existem no mercado, falta de conhecimento sobre o público-alvo e sua ”dor”, falta de conhecimento sobre oportunidades relacionadas ao seu desenvolvimento, como por exemplo aceleração, investimento, parcerias, clientes, entre outras”.

Entrevistado: Juliano Valenga

CREA-PR 150904/D